Publisher Sem Nome Tem US$ 1 Milhão para Games no Brasil

Investidores AcigamesPublicadora recém criada com aporte de investidores brasileiros ainda não tem nome definido, mas quer apostar no desenvolvimento nacional

Por Kao Tokio

Um grupo de seis empresas brasileiras está se unindo para investir na produção de jogos nacionais e já angariou um caixa de US$ 1 milhão para a empreitada. Esta é a informação que circulou recentemente pelas redes sociais e que foi confirmada por Moacyr Alves Jr., presidente da Acigames, em breve entrevista com o GameStorming durante a Brasil Game Show. A boa notícia é que, segundo informações, o grupo busca projetos nacionais de qualidade.

“Começamos há oito meses, e a publicadora ganhou muita força dois meses depois, quando tivemos [chegou] o Mario Aguilar, da Acigames Miami, que conhece uma gama muito grande de investidores. Nesse meio tempo, tivemos reuniões com alguns investidores, todos nacionais. Vários desistiram e seis confirmaram, sendo um deles ligado à área petrolífera”, comentou Moacyr. Abaixo, seguem os principais trechos da entrevista.

Investimento, só Nacional
“Muitos dos problemas que a gente teve foram justamente do pessoal querer captar no estrangeiro. Um dos investidores, que era dos EUA, falou ‘tudo bem’, mas começamos a perceber que a contrapartida desses investidores internacionais ia ser muito pesada para o Brasil, ou seja, eles queriam uma fatia muito grande [do retorno financeiro]. E muito dessa contrapartida não ia ficar aqui no Brasil, eles queriam muito. Aí, a gente esperou pra ter mais conversas e o primeiro grande entusiasta, que foi esse senhor (que eu não posso falar quem é ainda, tá?), que é da área petrolífera, apareceu, e puxou mais cinco [investidores] com ele”.

O Sistema de Financiamento para Games
“E como vai funcionar?”, pergunta Moacyr, para continuar, logo em seguida: “A gente está recebendo um aporte de um milhão de dólares, em dinheiro, a partir do dia 10 de novembro, para iniciar essa etapa. A gente não vai receber este aporte todo de um vez”, continua. “Eles vão liberar uma parte pequena desse dinheiro, R$ 500 mil, pra gente começar os trabalhos. A partir do momento em que os primeiros jogos começarem a ser monetizados, aí eles colocam o restante do dinheiro investido. Eles nunca aportam todo o dinheiro no início”, comenta.

Moacyr BGS 2013Seleção de Trabalhos para a Publicadora
Nesta parte da entrevista, talvez estejam as declarações mais conflitantes do presidente da Acigames, que sugere e, em seguida, desmente, privilégios: “Vai ser aberto para todo mundo. Claro que vai ter uma preferência da Acigames, primeiro, porque todo mundo que está aí a gente já conhece o trabalho. Eles [os investidores] vão apresentar os trabalhos para o pessoal que já está com a gente. Inclusive, os próprios investidores quiseram isso”, informa. Perguntado se, então, pode haver preferência às empresas participantes da associação, a resposta é diferente: “Mas [a publicadora] vai ser geral. Nas rodadas de negócios, vai ter um chamado geral, e todo mundo vai poder participar”. Consultado que chances teria uma empresa como a Behold Studios, criadora, entre outros, de games como Knights of Pen & Paper e, futuramente, Chroma Squad, Moacyr Alves afirma que “pela experiência e até pelo case deles, [eles têm chances] muito boas, talvez até melhor que algum dos associados”. “No conselho não pode haver preferências”, enfatiza. “Você indica as empresas e abre uma chamada. Todos têm que vir. E eu e o Mario [Aguilar] não vamos ficar beneficiando as empresas da Acigames. O investidor não quer saber de onde é, ele quer os melhores trabalhos. Se o melhor trabalho for de uma empresa da Abragames, ele vai entrar na publicadora e vai começar a produzir. A partir disso, essas viagens que eu estou fazendo é para pegar os parceiros internacionais”, finaliza.

Início dos Trabalhos
“Dia 10 de novembro a publicadora começa a funcionar. A gente já vai estar com a equipe, já vai estar com o dinheiro em caixa, a publicadora já tem um setor jurídico, já tem a parte de distribuição de ações, já temos parceiros fortíssimos”, comenta o presidente. “A gente quer começar já em janeiro, chamando as empresas e investindo nelas”.

A Participação da Acigames no Empreendimento
“A Acigames apenas apoia, eu estou fazendo a consultoria para eles. Eu não estou agindo na publicadora, ela nasceu da instituição, mas nós só vamos ser conselheiros, não vamos atuar diretamente. O investidor é o cara que vai aportar os valores, a gente está buscando as empresas para fazer o marketing para essas empresas, e a gente não está fazendo isso só no Brasil, a gente está fazendo isso também nos EUA, porque a ideia é lançar aqui e, automaticamente, nos EUA. A Acigames Europa é um braço que a gente vai puxar para publicar estes games também na Europa, apesar de não ser tão abundante quanto os EUA, que tem 79% das vendas”.

O Nome da Publisher
“Acredita que a gente ainda não definiu isso?”, comenta Moacyr entre risos. “A gente ainda estava esperando o aporte do dinheiro para começar o trabalho em questão. A gente está pensando muito em Binary. Binary, que tem um aspecto de câncer, que é voltado para a tecnologia e criatividade. E também porque é uma homenagem ao maior investidor, que é de Câncer. A gente está pensando muito nisso, mas ainda não está definido e a gente ainda não tem 100% de certeza em relação ao nome”.

Não há informações adicionais sobre local e hora de lançamento do empreendimento.

Arte criada com imagens dos sites Under30ceo.com e Hdwallpaper.ws

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